31 de out. de 2009

BID busca propostas para projetos em pequena escala


Até o dia 31 de janeiro, o Centro Cultural do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) está recebendo propostas para concessões de ajuda financeira em 2010 a projetos de desenvolvimento cultural de pequena escala. As doações, de US$ 3 mil a US$ 10 mil serão concedidas a propostas que satisfaçam uma necessidade local, apoiem a excelência artística, estimulem a atividade econômica e social de forma inovadora e bem-sucedida, além de contribuir para os valores culturais, o desenvolvimento dos jovens e da comunidade.

O Programa de Desenvolvimento Cultural foi concebido para estimular o desenvolvimento de projetos inovadores, preservar e recuperar tradições e conservar o patrimônio cultural, entre outros objetivos. Os projetos são avaliados de acordo com sua viabilidade, alcance educativo, uso eficaz de recursos, capacidade de mobilizar recursos financeiros adicionais e impacto de longo prazo sobre a comunidade.

O BID pode financiar até dois terços de um projeto. As organizações locais são responsáveis por proporcionar o restante dos recursos e apoiar a realização do projeto de modo sustentável. As propostas devem ser enviadas até de 31 de janeiro de 2010 para as Representações do BID nos 26 países da América Latina e do Caribe.

30 de out. de 2009

Conceitos básicos sobre Organizações em Redes



Artigo de Cássio Martinho

Euclides Mansell, teórico da socioeconomia solidária, demonstra bem a dinâmica de rede. Ela é articulação entre diversas unidades que, mediante certas ligações, vão trocando elementos de qualquer natureza entre si – informações, recursos, bens etc. –, fortalecendose, reciprocamente. Esses elementos podem se multiplicar em novas unidades, que fortalecerão todo o conjunto e, ao mesmo tempo, serão fortalecidas por ele. É processo em contínua expansão que fortalece seus membros.

Cássio Martinho propõe, inicialmente, um conceito sucinto para rede: sendo um padrão de
organização constituído, necessariamente, de agentes autônomos que, interligados, cooperam entre si. Eles são oselementos da rede. Rede é um padrão de organização que produz ou é em si uma certa ordem. Ela é conjunto de pessoas (físicas e jurídicas) autônomas que, em nome de algo superior, um objetivo consensual, realizam trabalho coletivo, cooperando entre si. Isso dá forma à idéia de rede.

É importante destacarmos que nela a ordem é horizontal, portanto, não comporta coexistência com hierarquia. A base conceitual de rede se funda na contraposição à hierarquia. Este é o aspecto mais desafiante. A rede é meio de interligar elementos diferentes. Essa interligação não é gratuita, nem suficiente para que ela se constitua. A interligação entre indivíduos não garante a
existência da rede. É preciso que a interligação ocorra de forma específica: horizontalmente.

Existem variados tipos de rede, se entendida como processo de organização de indivíduos, de entidades ou daqueles que querem trabalhar em conjunto e estabelecem proposta específica para isso.

Com efeito, tal proposta se organiza em torno de um tema, daí, o surgimento das redes temáticas como, por exemplo, meio ambiente, e um subtema – educação ambiental ; ou trabalho e renda e
subtemas desse conjunto – socioeconomia solidária, cooperativa popular etc.; ou, ainda, em torno de um território – o Morro do Alemão, uma cidade, um estado, uma bacia hidrográfica etc.


http://www.redescomunitarias.org.br/images/Biblioteca/Redes.pdf

Planejamento Estratégico - Introdução (Continua)

Iniciando-se pelo enfoque Estratégico, serão apresentados à definição da visão e missão e valores da organização, o diagnóstico ambiental, os instrumentos prescritivos e quantitativos e itens de avaliação e controles.

O cerne das organizações do segundo setor é constituído por sua identidade, seus valores, crenças, políticas internas, cultura organizacional, objetivos estratégicos e motivação. Todas as características citadas compõem o seu DNA. No caso do Terceiro Setor não é diferente, as organizações possuem em seu DNA características que orientam suas ações, levando a importância de serem geridas.
Dessa forma surge a necessidade de uma Gestão, afim de potencializar a estrutura para o alcance de sua missão. E a ferramenta importante para o desenvolvimento da missão, visão, valores entre outros é o Planejamento Estratégico.

Segundo Oliveira (2005) o Planejamento Estratégico é um processo administrativo desenvolvido pela empresa, visando ao otimizado grau de interação com o ambiente e atuando de forma eficaz e inovadora. Normalmente é utilizado nas organizações do Segundo Setor pela cúpula da Organização, em busca da formulação de objetivos e cursos de ações para serem seguidos e alcançados.

Nas organizações do terceiro setor não deverá ser diferente, os Gestores deverão formular o Planejamento Estratégico, envolvendo os principais stakeholders, visando ao grau de interação com o ambiente e atuando de forma eficaz e inovadora, integrando e respeitando todo o sistema que o compõem.

Visão
Visão é o limite do horizonte em que os stakeholders da instituição conseguem enxergar dentro de um período de tempo. A visão representa o lugar que a organização quer estar em um determinado tempo. A visão deverá ser de consenso de todos e possuir características impessoais e não a vontade de um (OLIVEIRA, 2005).

Para o delineamento da visão, Quigley (1993, p. 41, apud OLIVEIRA, 2005, p.89) explicita os exemplos a seguir:

> Estabeleça a visão de forma tão clara quanto a missão da Organização;
> Defina e respeite os direitos das pesosoas;
> Certifique-se que a visão e os valores direcionam-se aos focos básicos da Organização;
> Incremente evoluções no contexto organizacional como: aumento na captação de colaboradores financeiros, aumento nas atuações existentes, novas atuações e entre outros;
> Desenvolva uma cultura de ações em busca de resultados.

Missão
As organizações do Terceiro Setor deverão elaborar a missão da organização. Para Drucker (1994), a declaração da Missão das organizações do Terceiro Setor deverá ser clara, objetiva e operacional, caso contrário não passará de boas intenções. A declaração de missão deverá refletir aquilo que realmente a organização se propõe, a sua razão de ser, de forma que cada colaborador da organização possa dizer: “Eu contribuo para o alcance da nossa Missão pelas minhas ações”.
A missão poderá exigir dos Gestores, grande volume de energia a ser desprendida, pois deverão ocorrer reuniões e troca de idéias para que a Missão seja elaborada de forma coesa e operacional. O gestor deve ter pleno conhecimento da organização para elaborar uma boa Missão.
Para Oliveira (2005), o estabelecimento da missão deverá ter como pontos iniciais a análise e interpretação de algumas questões como:

> Qual é a razão de ser da organização?
> O que a organização faz ou pretende fazer para a sociedade?
> Qual é a imagem que a organização pretende passar para a sociedade?
A missão da organização exerce função orientadora das ações e de delimitação da organização. A missão poderá ser alterada no decorrer das mudanças estratégicas da organização.

Valores
Representa o conjunto de princípios e crenças que a organização deverá ter, bem como fornece sustentação para todas as decisões de uma organização. Os valores devem ser disseminados pelos gestores para todos os colaboradores, levando a prática no dia-dia que as condizem com o seu propósito ético.

Referências
OLIVEIRA, Djalma Pinto Rebouças. Planejamento Estratégico: Conceitos, Metodologias e Práticas. 22.ed. São Paulo: Atlas, 2005.

SANTOS, Iber de Souza Pancrácio dos; Félix, Rodrigo Gonçalves de Almeida; Carvalho, Tiago Davi Lage. Gestão para a Sustentabilidade do terceiro setor: um estudo de caso comparativo entre duas organizações do terceiro setor da cidade de Itabirito-MG. Orientadores: Profa. Denise Capuchinho Nonatos Prof. Tarcísio Cláudio Teles Passos. Itabirito, 2009. 70 f. Projeto Empresarial (Trabalho de Conclusão de Curso) – Faculdade de Administração de Itabirito, 2009.

"VISÃO HOLÍSTICA" - QUE BICHO É ESSE!!


A palavra hólos veio do grego e significa inteiro; composto. Segundo o dicionário, holismo é a tendência a sintetizar unidades em totalidades, que se supõe seja própria do universo. Sintetizar é reunir elementos em um todo; compor.

Baseado nisso vamos definir Visão Holística - Visão holística empresarial equivale a se ter uma "imagem única", sintética de todos os elementos da empresa, que normalmente podem ser relacionados a visões parciais abrangendo suas estratégias, atividades, informações, recursos e organização (estrutura da empresa, cultura organizacional, qualificação do pessoal, assim como suas inter-relações).

No mundo corporativo todo empreendedor deve ter uma visão holística de sua empresa. Essa visão possui diferentes ênfases e graus de abstração. A organização que possuir pessoas com essa visão, com certeza se destacará de suas concorrentes. É comum encontrar gerentes empolgados com os recursos computacionais, outros achando que a solução está somente na estrutura organizacional, outros que consideram suas máquinas e equipamentos como sendo a salvação da empresa, etc. etc. etc.Mas, e agora? Qual o caminho a seguir?

O que precisa ser feito pelas empresas já estabelecidas para manterem o crescimento sustentável de seus negócios, apreciarem novas oportunidades e se projetar sempre à frente de seus concorrentes é fazer com que os gestores, líderes, gerentes, e demais colaboradores tenham uma nova visão de negócios. Uma visão empreendedora com foco na sistematização da inovação. Esse é o caminho mais propenso para uma empresa conseguir sucesso em sua gestão.

Se prestarmos atenção, vamos observar que o foco em redução de custos não está mais em evidência, muito pelo contrário, isso já é um dever de casa que todo empresário deve ter, pois, os resultados que se obtêm com foco na redução de custos não cumprem metas de crescimento das empresas. Há sim a necessidade de aumentar o mix de produtos, entrada em novos mercados.

Mas... Aumentar o mix de produtos e explorar novos mercados só não basta. É preciso fazer isso de forma inovadora. Inovação é a palavra do momento. Empresas que não der prioridade à inovação em seu modelo de gestão não conseguirão sobreviver no mercado em longo prazo.

E como fazer com que a inovação se torne sistêmica –Através da implantação do empreendedorismo corporativo, que é uma estratégia que deve ser abraçada pelo gestor e disseminada por toda a empresa para que sejam identificadas as grandes oportunidades do mercado e preparar sua organização para capitalizar sobre elas.

Então, empresários!!! Foco na visão holística. É a partir desta nova visão empreendedora que seus negócios ficarão alicerçados em vantagem competitiva.

Vamos enxergar nossas empresas como as águias. De cima para baixo. Sucesso a todos!!

Oficina de Futuro - 3ª Parte


QUE TAL MONITORAR E AVALIAR?

MONITORAR: Durante o projeto, é importante a equipe responsável acompanhar o andamento das ações para corrigir rumos e adequar materiais e prazos em função do alcance dos objetivos.
O plano de ação está sendo cumprido? Por quê?

AVALIAR: Ao longo do projeto e depois de finalizado, temos que verificar se as nossas ações ajudaram a resolver os problemas identificados e causaram os impactos que desejamos. Para isso precisamos de indicadores que funcionam como “termômetros” para que possamos medir e depois comparar os resultados. Por exemplo, podemos considerar como indicadores a quantidade a quantidade de pessoas da comunidade participando das ações da associação comunitária.

Qual era a situação antes do projeto?
Como está a situação durante o projeto?
Qual é a situação depois do projeto?

DICAS DE INSTRUMENTOS
Para o Monitoramento
- Depois de cada atividade, fazer uma rodada com os participantes respondendo a três questões:

Que bom que... Que pena que... Que tal se....

Para a Avaliação
- Realizar entrevistas com as pessoas e com os parceiros que se envolveram no projeto.
- Aplicar questionários antes e depois do projeto para comparar os resultados ao longo do tempo.

PARCERIAS
Com parceria aumentam as chances dos sonhos se tornarem realidade. Afinal, vários dos problemas para as quais as entidades pretendem buscar soluções não são apenas assuntos da sua organização.

Por isso, o trabalho em equipe é fundamental! Diversas cabeças pensando num mesmo problema têm mais chances de alcançar melhores soluções. Daí a importância de:

> Conhecer e apoiar as diversas experiências existentes na comunidade e na cidade;
> Divulgar as ações realizadas, utilizando os meios de comunicação disponíveis;
> Fazer parcerias com outras entidades da sociedade civil, escolas, poder público – como prefeitura, secretarias, estabelecimentos comerciais, empresas, indústrias. Lembrando que os nomes dos parceiros devem ser divulgados nas ações;

Assim a entidade no qual você trabalha tecerá sua rede de relações.

Oficina de Futuro - 2ª Parte

Agora é preciso organizar as atividades e preparar um plano de ação. Esta parte vai ajudar a entidade a tomar uma atitude para transformar a sua situação atual e realizar os sonhos. Para isso, é preciso responder a novas perguntas:

> Quais ações devem ser realizadas?
> O que será necessário para realizá-las?
> Quando cada ação será realizada?
> Quem se responsabiliza por elas?
> Como avaliar se o grupo conseguiu realizar o que planejou?
> Como divulgar as ações realizadas?

Ação
Significa aquilo que deve ser feito para alcançar um objetivo.

Materiais e custos
É preciso lembrar de todo material e mão-de-obra necessários para realizar determinada ação. Cada produto e serviço têm um custo.

Prazo
Até quando cada ação deve ser realizada? Quais os prazos para realizar cada ação?

Responsáveis
Quem faz o quê? É preciso que cada grupo ou pessoa se responsabilize por uma ou mais ações.

Como avaliar
O grupo escolhe coisas que possam ser avaliadas e que indiquem se está conseguindo ou não realizar a ação.

Divulgação das ações
As ações realizadas podem ser divulgadas na comunidade e na cidade por meio de apresentações, jornais, programas de rádios comunitárias, panfletos, Tvs e eventos como atividades culturais.

Um Plano de Ação é como um mapa de orientação. Ele às vezes pode demorar para ser construído, mas se for cuidadoso e completo pode evitar muita dor de cabeça. Afinal planejar é nada mais do que pensar antes de agir. Vale lembrar que os planos existem para serem executados. Portanto, é importante acompanhar e avaliar a realização de todos os passos, perguntando sempre se os sonhos da Árvore dos Sonhos estão sendo alcançados.

28 de out. de 2009

Edital BNDES

BNDES recebe projetos culturais para patrocínio
Com o objetivo de promover a cultura do país, o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) recebe durante todo o ano projetos culturais para patrocínio nas áreas de cinema, animação, novas mídias, música, dança, literatura, e cultura popular.
Além desta ação, neste último dia 7, o Banco divulgou um edital específico para o fomento da música e divulgação de artistas, intérpretes e composições brasileiras. No total serão 37 projetos selecionados, que farão parte da temporada 2010 do Quintas no BNDES. As inscrições vão até 20 de novembro.
Para mais informações acesse: www.leidepatrocinio.com.br