A Oi prorrogou até o dia 30 de novembro as inscrições dos projetos culturais que concorrem a patrocínios da empresa no próximo ano. O Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados 2010 destinará recursos para o financiamento, total ou parcial, de projetos em todo o país aprovados em leis de incentivo à cultura.
O objetivo da iniciativa é estimular a produção artística no País, valorizando a diversidade como elemento fundamental da identidade nacional. As inscrições para o processo de seleção estarão disponíveis pelos sites www.oifuturo.org.br ou www.oi.com.br.
Seguindo o mesmo modelo das últimas edições, o Oi Futuro será responsável pela gestão do programa. As propostas serão avaliadas por comissões especializadas em cada uma das áreas culturais e o resultado será divulgado no site do Oi Futuro, em data a ser definida. Os projetos terão a confirmação do patrocínio condicionada à apresentação dos certificados válidos nas Leis de Incentivo à Cultura.
Em 2009, a Oi selecionou por meio do programa 132 projetos culturais, um investimento de R$ 29,2 milhões nos Estados do Rio de Janeiro, Ceará, Bahia, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte e São Paulo.
Artistas e produtores culturais podem concorrer com mais de um projeto. Apoiado em conceitos como "acesso” e "inovação”, o programa incentiva iniciativas que valorizem talentos regionais e que possibilitem o intercâmbio de idéias e a convergência entre arte e tecnologia.
Desde 2001, a Oi investiu cerca de R$ 222 milhões na cultura brasileira. Mais de 680 projetos em segmentos variados, como teatro, dança, festivais, artes visuais e cinema, já foram contemplados, atingindo um público estimado de 13 milhões de espectadores.
Mais informações: faleconosco@oifuturo.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .
18 de nov. de 2009
Programa Cultura e Pesamento Lança Edital
Em 2009, o Programa CULTURA E PENSAMENTO lança editais para a viabilização de oito projetos de debates presenciais e a publicação de quatro projetos editoriais de periódicos impressos, a serem realizados. Inscrições até 17/01/2010.
Na edição 2009-2010, o edital de apoio a debates presenciais disponibilizará um valor de até R$ 90 mil para cada um dos oito projetos vencedores. O processo de seleção acontecerá em duas etapas, sendo a primeira delas efetuada através de formulário online, no qual o proponente deverá apresentar e justificar sua proposta, sem a necessidade de detalhamento completo quanto a procedimentos operacionais de execução.
Serão habilitados para a segunda etapa os projetos que apresentem maior potencial de desdobramento de suas questões e de embate entre visões diversas, de acordo com os princípios gerais do Programa CULTURA E PENSAMENTO e as orientações do regulamento de seleção. As propostas pré-selecionadas deverão ser, então, detalhadas e submetidas à última análise.
Regulamento: Em 2009, o Programa CULTURA E PENSAMENTO lança editais para a viabilização de oito projetos de debates presenciais e a publicação de quatro projetos editoriais de periódicos impressos, a serem realizados. Inscrições até 17/01/2010.
Na edição 2009-2010, o edital de apoio a debates presenciais disponibilizará um valor de até R$ 90 mil para cada um dos oito projetos vencedores. O processo de seleção acontecerá em duas etapas, sendo a primeira delas efetuada através de formulário online, no qual o proponente deverá apresentar e justificar sua proposta, sem a necessidade de detalhamento completo quanto a procedimentos operacionais de execução.
Serão habilitados para a segunda etapa os projetos que apresentem maior potencial de desdobramento de suas questões e de embate entre visões diversas, de acordo com os princípios gerais do Programa CULTURA E PENSAMENTO e as orientações do regulamento de seleção. As propostas pré-selecionadas deverão ser, então, detalhadas e submetidas à última análise.
Regulamento: http://www.cultura.gov.br/culturaepensamento/wp-content/uploads/2009/10/debates_regulamento.pdf
Caderno de anexo: http://www.cultura.gov.br/culturaepensamento/wp-content/uploads/2009/10/debates_regulamento.pdf
Informações:[71] 3328-0829
editaldebates@culturaepensamento.net.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
CoordenaçãodoPrograma: coordenacao@culturaepensamento.net.br
Fonte: http://captacao.org/recursos/editais-e-concursos/edital-cultura-e-pensamento-para-debates-presenciais-e-periodicos.-inscric-es-ate-17-01-2010.html Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Na edição 2009-2010, o edital de apoio a debates presenciais disponibilizará um valor de até R$ 90 mil para cada um dos oito projetos vencedores. O processo de seleção acontecerá em duas etapas, sendo a primeira delas efetuada através de formulário online, no qual o proponente deverá apresentar e justificar sua proposta, sem a necessidade de detalhamento completo quanto a procedimentos operacionais de execução.
Serão habilitados para a segunda etapa os projetos que apresentem maior potencial de desdobramento de suas questões e de embate entre visões diversas, de acordo com os princípios gerais do Programa CULTURA E PENSAMENTO e as orientações do regulamento de seleção. As propostas pré-selecionadas deverão ser, então, detalhadas e submetidas à última análise.
Regulamento: Em 2009, o Programa CULTURA E PENSAMENTO lança editais para a viabilização de oito projetos de debates presenciais e a publicação de quatro projetos editoriais de periódicos impressos, a serem realizados. Inscrições até 17/01/2010.
Na edição 2009-2010, o edital de apoio a debates presenciais disponibilizará um valor de até R$ 90 mil para cada um dos oito projetos vencedores. O processo de seleção acontecerá em duas etapas, sendo a primeira delas efetuada através de formulário online, no qual o proponente deverá apresentar e justificar sua proposta, sem a necessidade de detalhamento completo quanto a procedimentos operacionais de execução.
Serão habilitados para a segunda etapa os projetos que apresentem maior potencial de desdobramento de suas questões e de embate entre visões diversas, de acordo com os princípios gerais do Programa CULTURA E PENSAMENTO e as orientações do regulamento de seleção. As propostas pré-selecionadas deverão ser, então, detalhadas e submetidas à última análise.
Regulamento: http://www.cultura.gov.br/culturaepensamento/wp-content/uploads/2009/10/debates_regulamento.pdf
Caderno de anexo: http://www.cultura.gov.br/culturaepensamento/wp-content/uploads/2009/10/debates_regulamento.pdf
Informações:[71] 3328-0829
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CoordenaçãodoPrograma: coordenacao@culturaepensamento.net.br
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16 de nov. de 2009
Tudo pelo social (e pelo dinheiro também)
Sete jovens empreendedores tocam os chamados negócios sociais, economicamente viáveis e que pretendem reduzir a pobreza
Por Carin Hommonay Petti
Eles não abriram negócios tradicionais. Nem criaram ONGs. Os sete jovens empreendedores abaixo escolheram o caminho do meio. Tocam os chamados negócios sociais, iniciativas economicamente viáveis que têm como meta reduzir a pobreza com seus produtos, serviços ou a inclusão dos menos favorecidos na cadeia produtiva. Conheça o negócio de cada um deles
O sócio capitalista Antonio Moraes, 23 anos, idealizador do fundo de capital de risco Vox CapitalSe empresas convencionais já enfrentam dificuldades em captar recursos de sócios capitalistas, a situação é ainda mais espinhosa nos negócios sociais, geralmente pouco apetitosos aos olhos dos investidores. Disposto a solucionar o problema, Antonio Moraes, neto do megaempresário Antonio Ermírio, rejeitou a proposta de emprego numa consultoria. Preferiu se dedicar à criação do Vox Capital, o fundo de capital de risco que havia concebido em seu trabalho de conclusão do curso de administração pública da Fundação Getulio Vargas de São Paulo. Alimentada com recursos de investidores americanos, a Vox injeta de R$ 150 mil a R$ 1 milhão em empresas com até dois anos de estrada, que, além de rentáveis e com potencial de escala, ajudem a reduzir a pobreza ou melhorar a qualidade de vida da população de baixa renda – seja com seus serviços, produtos ou inclusão social na cadeia produtiva.
A Vox tem ainda outra peculiaridade: diferentemente dos fundos de venture capital convencionais, que compram participação em empresas com a intenção de vender suas ações mais tarde, ali a saída dos sócios capitalistas não é necessariamente parte do jogo. Nada os impede de continuar no negócio por tempo indeterminado.
Aos sem-banco Alessandra França, 23 anos, fundadora do Banco Pérola
O pai de Alessandra França é caminhoneiro. A mãe, costureira. “Se tivessem conseguido crédito, poderiam ter ido mais longe na vida.” É justamente isso que ela busca para os beneficiados pelo Banco Pérola, a instituição de microcrédito que concebeu. A ideia nasceu quando trabalhava como coordenadora do Projeto Pérola, uma Oscip que promove cursos de computação e cidadania para jovens de baixa renda do interior de São Paulo. “Muita gente tinha planos de abrir um negócio, mas faltava dinheiro para tirar o projeto do papel”, diz. Justamente para tirar as ideias do papel, ela procurou a Artemísia, ONG que apoia negócios sociais. Depois de aprovada num processo de seleção com 200 candidatos, conseguiu da entidade R$ 40.000 para fundar o banco.
Agora começa a primeira rodada de empréstimos, de até R$ 1 mil, a 20 jovens empreendedores de baixa renda de Sorocaba, no interior paulista. Entre os beneficiados, vendedores de cachorro quente, de bijuteria e até de produtos eróticos – gente que, por operar na informalidade, mal atravessa a porta dos bancos. Os juros mensais são de 4% ao mês e o prazo de pagamento de até sete meses, período em que os beneficiados recebem orientação financeira para pôr o negócio nos trilhos. Para viabilizar novos financiamentos agora Alessandra busca parcerias com bancos.
O mercado pelo avesso Omar Haddad, 25 anos, fundador da Sementes de Paz, cooperativa de produtos orgânicos
Omar e quatro outros estudantes de ciências sociais da Universidade de São Paulo criaram a cooperativa Sementes de Paz com o intuito de inverter a lógica convencional do comércio e do consumo. Em vez de produzir primeiro para vender depois, a cooperativa faz o contrário. Só vai para o campo depois de criar a demanda – encomendas de frutas, verduras e legumes orgânicos realizadas por 150 famílias paulistanas. As encomendas são feitas pela internet e a produção fica a cargo de pequenos agricultores credenciados. “Com o sistema, eles podem planejar o plantio, evitar perdas e ainda aumentar o preço de venda em até 100%”, afirma Omar. Ainda assim, os produtos chegam à mesa por preços até 30% menores que os encontrados nos supermercados. Cada cesta custa de R$ 25 a R$ 50 conforme a variedade e quantidade de produtos.
Design solidário Tiago Dalvi, 23 anos, fundador da Solidarium, empresa de comércio justo de artigos de decoração, moda e utilidades domésticas, entre outros produtos
Desde os tempos da faculdade de administração, Tiago planejava abrir o próprio negócio. Mas não qualquer negócio. “Não me via, por exemplo, vendendo geladeiras.Queria algo com impacto social.” Desse objetivo, nasceu, em 2007, a Solidarium. Neste ano, a empresa curitibana deve faturar cerca de R$ 500 mil com a venda de artigos de decoração, moda e utilidade doméstica para gigantes como Wal-Mart, Tok&Stok e Renner. A confecção dos itens – de tapetes a portas-caneta – criados por escritórios de design fica a cargo de 270 produtores de baixa renda, a maior parte mulheres, organizadas em associações, cooperativas ou grupos de trabalho. Pelos produtos, elas recebem até 3,5 vezes o que ganhariam sozinhas. As mulheres têm também a liberdade de trabalhar em casa nos melhores horários para elas – arranjo que permite gente antes sem atividade remunerada a ajudar a complementar a renda da família. Ainda assim, o negócio é lucrativo, graças à estrutura enxuta e ausência de outros intermediários na cadeia produtiva. “Só com lucro podemos gerar renda”, diz Dalvi.
Da Amazônia à Suíça Henrique Bussacos, 29 anos, fundador da Tekoha, especializada na venda de artesanato produzido por comunidades vulneráveis
Henrique começou a carreira no mercado financeiro. Trabalhava na área de fusões e aquisições do JP Morgan. “Eu gostava tecnicamente do trabalho, mas não via sentido naquilo.” A guinada profissional veio com uma viagem à Amazônia. “Percebi que, sem condições para comercializar os produtos, muita gente deixava as comunidades ribeirinhas para viver na pobreza nas cidades.” Em 2007, ele abriu a Tekoha, uma loja virtual de artesanato produzido por 26 grupos espalhados pelo Brasil, de índios do Pará a famílias do sertão baiano. O faturamento previsto para este ano é de cerca de R$ 110 mil. Do total, 40% vêm da venda de brindes corporativos. Para 2010, a previsão é aumentar a receita em torno de 35%, com o aumento das exportações para países como Polônia e Suíça. Em cada venda, cerca de 50% da receita fica com os produtores, 25% cobre custos e despesas e o restante corresponde ao lucro do negócio. Quer saber qual é a divisão exata na comercialização de um item específico? A empresa fornece por e-mail a informação aos interessados. Não só na divulgação de informações a Tekoha inovou. Para viabilizar a abertura do negócio, Henrique recorreu a uma fórmula inusitada: vendeu a sócios capitalistas seis cotas da empresa por dez mil reais cada uma. Em troca, eles terão direito a participação nos lucros da empresa por um período de quatro anos. Apesar disso, eles não podem interferir na gestão do negócio. Além dos R$ 60 mil obtidos com a estratégia, para fundar o negócio, o empreendedor conseguiu outros R$ 40.000 da Artemísia.
Uma boa impressão Luiz Flavio Lima, 26 anos, criador da revista Menisqüencia
Não faltam por aí ONGs dispostas a organizar cursos para adolescentes. Também pipocam revistas inspiradas na pioneira britânica The Big Issue, feita por jornalistas e vendida por moradores de rua. O ex-locutor de bingo e professor de histórias em quadrinhos Luiz Flavio uniu os dois conceitos com a criação da Menisqüencia, concebida com o apoio do cartunista Laerte e produzida e comercializada por adolescentes de baixa renda de região da Brasilândia, periferia da zona norte paulistana. Para viabilizar a empreitada, o grupo de 60 jovens tem aulas de ilustração, design gráfico, jornalismo, fotografia e empreendedorismo, entre outras. Depois saem às ruas para vender os exemplares, a R$ 3 cada um, em bares, restaurantes e shoppings, entre outros locais. Detalhe importante: com o reforço dos anúncios publicitários, a revista começa a sobreviver com as próprias pernas.
O professor de hip-hop Marcelo Silva Rocha, o DJ Bola, 28 anos, fundador da produtora cultural A Banca
O ex-motoboy Marcelo, fundador da produtora cultural A Banca, falou à Pequenas Empresas & Grandes Negócios quase à meia-noite de uma quinta-feira. Acabara de dar aulas a aspirantes a DJ “na quebrada da Vila Calu”, na região do Jardim Ângela, o bairro paulistano que por anos foi conhecido como uma das regiões mais violentas do mundo. Além do curso, A Banca também organiza aulas gratuitas de violão e MC (rimas de hip hop), em parte financiadas pela prefeitura.
Mas não só a música domina os encontros organizados por Marcelo, conhecido mesmo como DJ Bola. “Trocamos ideias para ajudar a resolver problemas, de drogas a brigas em família”, conta ele. “Os meninos até me chamam de pai.” O lucro do negócio vem da organização de eventos, como produção de festas e aluguel de equipamentos de som.
Fonte: http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI103755-17171-2,00-TUDO+PELO+SOCIAL+E+PELO+DINHEIRO+TAMBEM.html
Enfoque Sistêmico - Capacidade de Advocacy
A prática do Advocacy é muito utilizado em países com gestão participativa. De origem anglo-saxã, reflete o conceito da livre participação popular, supra ou apartidária, de maneira a influenciar os gestores nas tomadas de decisões quando na formulação de políticas públicas. Essa prática se dá por intermédio de associações civis, que de forma organizada, elaboram, planejam, articulam com os interessados e executam suas ações.Na prática do Advocacy, as Organizações do Terceiro Setor divugam suas idéias e pesquisas para fundamentar o que está sendo proposto. Essa fase é composta por dados e idéias que serão apresentadas ao legislador. Uma vez traçada a política, os participantes cobram e pressionam o Legislador para o cumprimento do que foi tratado (RISLEY, 2004, apud CARVALHO 2005).
O Advocacy nada mais é que a utlização do poder de status para influenciar algo que será ou está sendo executado. As Organizações do Terceiro Setor devem usar de forma coerente e acertiva essa poítica, para não deixar que o interesse de um sobreponha a vontade de muitos.
Pode-se citar como exemplo da prática do Advocacy a construção de uma passarela solicitada por uma ONG a uma empresa privada. A partir da necessiade da comunidade, a ONG que representa a comunidade, decide pressionar o poder público para que a construção da passarela seja feita e em paralelo, busca o subsidio de uma empresa privada “que opera ao lado da comunidade”, para a construção dessa passarela. E sendo represetate-líder da comunidade, pode incentivar o uso da passarela por parte dos moradores e em contrapartida, elevar a imagem da organização que subsidiou a obra, (ZEPPELINI).
Referências
CARVALHO, Débora Nacif de. Gestão e Sustentabilidade: um estudo multicasos em ONGs ambientalistas em Minas Gerais. Orientadores: Prof. Ivan Beck Ckagnazanoff Prof. Allan Claudius Queiroz Barbosa. Belo Horizonte, 2006. 157 f. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Centro de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração, 2006.
ZEPPELINI, Marcio. Advocacy: O Lobby do bem. Disponível em:
SANTOS, Iber de Souza Pancrácio dos; Félix, Rodrigo Gonçalves de Almeida; Carvalho, Tiago Davi Lage. Gestão para a Sustentabilidade do terceiro setor: um estudo de caso comparativo entre duas organizações do terceiro setor da cidade de Itabirito-MG. Orientadores: Profa. Denise Capuchinho Nonatos Prof. Tarcísio Cláudio Teles Passos. Itabirito, 2009. 70 f. Projeto Empresarial (Trabalho de Conclusão de Curso) – Faculdade de Administração de Itabirito, 2009.
14 de nov. de 2009
Agenda Essencial das ONGs Brasileiras na ISO 26000
1- COMPROMISSO ÉTICO COM O MEIO AMBIENTE E A SOCIEDADEO Meio Ambiente e as Relações Sociais sustentáveis e saudáveis são um valor em si e um compromisso ético com as gerações presentes e futuras. Medidas visando garantir sua integridade são urgentes e devem ser adotadas no prazo mais curto possível.
Devem ser focadas tanto as ações corretivas (sobre passivos existentes) quanto preventivas (sobre passivos previsíveis) e pró-ativas (visando oportunidades para o futuro), nenhumas das quais podem ser substituídas por ações compensatórias.
O Meio Ambiente e as Relações Sociais jamais podem ser reduzidos a apenas valores econômicos ou monetários, mesmo que em certas situações se aceite que alguns de seus elementos sejam quantificados e tratados como recursos, custos ou oportunidades.
2- PROMOÇÃO DA CIDADANIA GLOBAL E DA DEMOCRACIA
A norma deve reconhecer e garantir os direitos humanos individuais e coletivos já consagrados internacionalmente, respeitando a primazia das leis e acordos estabelecidos de forma democrática e legítima no âmbito de cada país, e também pelos países entre si, no âmbito do direito internacional e das organizações multilaterais.
A norma deve reconhecer e garantir os direitos humanos individuais e coletivos já consagrados internacionalmente, respeitando a primazia das leis e acordos estabelecidos de forma democrática e legítima no âmbito de cada país, e também pelos países entre si, no âmbito do direito internacional e das organizações multilaterais.
Deve promover e valorizar o exercício da cidadania global, entendida como o estabelecimento de mecanismos e condições para que cada ser humano possa se fazer ouvido e exercer - consciente e efetivamente - sua influência sobre as organizações e sistemas cujas ações afetam seu bem estar presente e suas perspectivas futuras.
3- VALORIZAÇÃO DA COOPERAÇÃO SOCIAL E DA SOLIDARIEDADE
A transferência voluntária de recursos de uma organização para pessoas ou instituições fora de seu interesse ou do impacto específico de suas atividades - visando o atendimento de interesses coletivos - é uma ação válida, meritória e que deve ser estimulada, desde que praticada de modo a não perpetuar as situações de necessidade ou desigualdade que a ensejaram.
A transferência voluntária de recursos de uma organização para pessoas ou instituições fora de seu interesse ou do impacto específico de suas atividades - visando o atendimento de interesses coletivos - é uma ação válida, meritória e que deve ser estimulada, desde que praticada de modo a não perpetuar as situações de necessidade ou desigualdade que a ensejaram.
A RS não pode ser confundida com filantropia, que deve ser considerada como uma atividade complementar a ela, mas não sua parte essencial nem sua substituta. O mesmo se aplica a outras práticas relacionadas à doação ou investimento de recursos privados em causas sociais e ambientais (como “Marketing Social”, “Patrocínios Culturais”, “Ação Social”, “Investimento Social Privado” e outras). Cuidados devem ser tomados para que o termo RS não se vulgarize, nem seja utilizado de forma enganosa, confundindo-se com o mero uso de facilidades mercadológicas, fiscais ou outras que fujam à sua natureza.
Deve ser priorizado o caráter emancipador, transformador e auto-sustentável dessas ações ou doações, reconhecendo-se, porém a importância e o mérito daquelas destinadas ao atendimento de carências específicas ou situações de emergência.
4- VALORIZAÇÃO DA AUTONOMIA DA SOCIEDADE CIVIL
A norma deve reconhecer a legitimidade e autonomia da sociedade civil para organizar-se, de forma diversificada, em torno de suas causas, promovendo sua independência do poder econômico. Deve indicar cuidados e mecanismos para que as organizações doadoras de recursos considerem e respeitem a identificação de causas e prioridades pelos próprios cidadãos e suas organizações. Deve reconhecer o conflito entre interesses legítimos como parte integrante da vida em sociedade, e que o diálogo é a única forma válida para resolve-los.
A norma deve reconhecer a legitimidade e autonomia da sociedade civil para organizar-se, de forma diversificada, em torno de suas causas, promovendo sua independência do poder econômico. Deve indicar cuidados e mecanismos para que as organizações doadoras de recursos considerem e respeitem a identificação de causas e prioridades pelos próprios cidadãos e suas organizações. Deve reconhecer o conflito entre interesses legítimos como parte integrante da vida em sociedade, e que o diálogo é a única forma válida para resolve-los.
5- PARTICIPAÇÃO EFETIVA DAS “PARTES INTERESSADAS” (STAKEHOLDERS)
A norma deve recomendar a participação dos stakeholders nas etapas de planejamento, operação, monitoramento e avaliação das atividades da organização pela qual sejam impactados. Deve também recomendar que sejam tomadas pela organização todas as medidas para que esta participação seja efetiva, isto é, fundada no diálogo e apoiada por processos de discussão e disseminação de informações adequados às possibilidades e necessidades de todas as partes envolvidas.
A norma deve recomendar a participação dos stakeholders nas etapas de planejamento, operação, monitoramento e avaliação das atividades da organização pela qual sejam impactados. Deve também recomendar que sejam tomadas pela organização todas as medidas para que esta participação seja efetiva, isto é, fundada no diálogo e apoiada por processos de discussão e disseminação de informações adequados às possibilidades e necessidades de todas as partes envolvidas.
6- CONSIDERAÇÃO DA ESFERA DE INFLUÊNCIA/CADEIA DE VALOR
A norma deve explicitar claramente os critérios para definição do alcance da esfera de influência/cadeia de valor da organização, considerando a relevância e o controle desta sobre os agentes com que se relaciona. Deve requerer que a organização seja responsável por promover a prática da RS em toda esse âmbito.
A norma deve explicitar claramente os critérios para definição do alcance da esfera de influência/cadeia de valor da organização, considerando a relevância e o controle desta sobre os agentes com que se relaciona. Deve requerer que a organização seja responsável por promover a prática da RS em toda esse âmbito.
7- VALORIZAÇÃO DA TRANSPARÊNCIA
A prática da RS pressupõe a absoluta transparência quanto aos critérios pelos quais a organização age, e sobre todos os impactos de suas atividades. A efetiva transparência requer comunicação eficaz, clara, acessível e em tempo e forma adequados à sua compreensão pelo público a que se destina.
A prática da RS pressupõe a absoluta transparência quanto aos critérios pelos quais a organização age, e sobre todos os impactos de suas atividades. A efetiva transparência requer comunicação eficaz, clara, acessível e em tempo e forma adequados à sua compreensão pelo público a que se destina.
Por que a ISO 26000 é importante?

A globalização do capital, da produção e da comunicação, ao lado dos avanços tecnológicos e do crescimento populacional colocam a todos os habitantes do planeta um desafio vital: ou conseguiremos nos organizar de f o rma social e ambientalmente viável e sustentável, ou iremos ser envolvidos por um processo de rápida deterioração de nossa sociedade e de nosso meio ambiente.
Os mecanismos tradicionais de controle e indução das atividades que impactam o meio ambiente, a sociedade e a economia – como as legislações nacionais e internacionais, e o poder de polícia dos governos – revelam-se insuficientes neste novo cenário. A adoção da Responsabilidade Social (RS) pelas empresas e outras org a n i z a ç õ e s apresenta-se como uma possível ajuda na solução deste desafio. Isto pode não ser verdade, se a RS for vista como simples modismo ou estratégia de marketing. Mas pode sim ser verdade, se ela for configurada com seriedade e cobrada com firmeza pelos cidadãos de todo o mundo.
Fazer com que a ISO 26000 seja algo consistente e que mereça ser cobrado pela sociedade é o objetivo de participarmos deste processo.
Fonte: http://gao.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=71:por-que-a-iso-26000-e-importante-para-o-mundo&catid=37:acontece&Itemid=56
Fonte: http://gao.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=71:por-que-a-iso-26000-e-importante-para-o-mundo&catid=37:acontece&Itemid=56
OSCIP
Fundamentação Legal: Lei nº 9.790/99 e Decreto nº 3.100/99. É a qualificação outorgada pelo Ministério da Justiça às entidades que possuam como finalidade o desenvolvimento de uma das seguintes atividades:
(a) promoção da assistência social;
(b) promoção da cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico;
(c) promoção gratuita da educação, observando-se a forma complementar de participação das organizações de que trata esta Lei;
(d) promoção gratuita da saúde, observando-se a forma complementar de participação das organizações de que trata esta Lei;
(e) promoção da segurança alimentar e nutricional;
(f) defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável;
(g) promoção do voluntariado;
(h) promoção do desenvolvimento econômico e social e combate à pobreza;
(i) experimentação, não lucrativa, de novos modelos sócio-produtivos e de sistemas alternativos de produção, comércio, emprego e crédito;
(j) promoção de direitos estabelecidos, construção de novos direitos e assessoria jurídica gratuita de interesse suplementar;
(k) promoção da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e de outros valores universais e;
(l) estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos que digam respeito às atividades mencionadas neste artigo.
A legislação especifica que as atividades podem ser desenvolvidas mediante execução direta, por meio da doação de recursos físicos, humanos e financeiros, ou ainda pela prestação de serviços intermediários.
Vantagens:
A - Oferecer dedutibilidade do Imposto de Renda das pessoas jurídicas;
B - Possibilitar a remuneração de dirigentes sem a perda de benefício fiscal e;
C - Celebrar Termos de Parceira com o Poder Público.
Para pleitear e manter esta qualificação, a entidade deverá cumprir os requisitos estabelecidos na legislação acima mencionada, os quais, ressalta-se, repercutem no teor do estatuto social, nas práticas de gestão adotadas, e na maneira pela qual a entidade desenvolve suas atividades.
Referência
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL. Cartilha Terceiro Setor. Comissão de Direito do Terceiro Setor. secção SP. 2. ed. 2007
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